sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Oi. Quanto tempo né!? Eu sumi, você sumiu, as coisas mudaram. Vi que seguiu em frente, fico feliz, gostaria de ter tido a mesma sorte. Às vezes eu digito seu número no discador, mas apago. Apaguei seu número da lista de contatos, mas do que adiante se sei seu número de cabeça? Eu sinto tanta a sua falta, ah se soubesse. Falta do seu sorriso, do seu abraço, do seu cheiro. Eu gravei seu cheiro, meu deus, que tipo de pessoa grava o cheiro da outra? Mas eu o amo tanto, que o deixei ir, é a maior prova de amor que pude fazer por você, mas também cansei de ser o remédio para curar suas dores, eu nunca fui enfermeira para você me procurar só quando estava ferido. Ah, se você soubesse o quanto eu o amo rapaz, talvez não tivesse ido embora, talvez tivesse ficado, talvez me amaria, assim como eu te amo. Mas só talvez. – Eduarda Rezende

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